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Meta permite 5.000 anúncios de deepfakes em um ano: veja as implicações

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Meta permite 5.000 anúncios de deepfakes em um ano: veja as implicações

Nos últimos anos, a tecnologia de deepfakes tem se tornado cada vez mais acessível e preocupante. Recentemente, um estudo da FGV revelou que as plataformas da Meta, como Facebook e Instagram, permitiram a veiculação de mais de 5.000 anúncios incentivando a criação de deepfakes. Isso levanta questões sérias sobre ética, privacidade e segurança. Neste artigo, vamos explorar o que são deepfakes, como eles estão sendo utilizados e quais são as implicações dessa prática.

O que são deepfakes?

Deepfakes são vídeos ou áudios manipulados que utilizam inteligência artificial para criar conteúdos falsos. A técnica combina a palavra “fake” (falso) com “deep learning” (aprendizagem profunda), uma forma de IA que permite a criação de imagens e sons realistas. Essa tecnologia pode ser usada para inserir rostos de pessoas em vídeos, fazendo com que pareçam dizer ou fazer coisas que nunca fizeram.

Com a popularização de ferramentas que facilitam a criação de deepfakes, qualquer pessoa com acesso à internet pode produzir conteúdos enganosos. Isso gera um ambiente propício para a disseminação de fake news e desinformação.

O estudo da FGV e os números alarmantes

O estudo da FGV Comunicação, compartilhado com a revista VEJA, revelou que entre janeiro de 2024 e janeiro de 2025, foram publicados 5.111 anúncios incentivando a produção de deepfakes nas plataformas da Meta. Esses anúncios foram veiculados por oito perfis diferentes, que promovem ferramentas de criação de vídeos falsos.

Os dados mostram que 21,5% dos anúncios incentivavam a produção de deepfakes de beijos, enquanto 10,7% eram voltados para abraços. A maioria desses conteúdos tem uma conotação sexual implícita, sugerindo que o público-alvo principal são homens heterossexuais.

Implicações éticas e sociais

A proliferação de deepfakes levanta questões éticas significativas. A manipulação de imagens e vídeos pode ser usada para difamar pessoas, espalhar desinformação e até mesmo influenciar eleições. No campo político, figuras públicas frequentemente se tornam alvos de montagens que distorcem suas falas e ações, como no caso do prefeito de Manaus, David Almeida, que foi vítima de uma montagem que o retratava de forma negativa.

Além disso, celebridades também são alvo de deepfakes, muitas vezes sem seu consentimento. Um exemplo notório é o caso da atriz Gal Gadot, que teve seu rosto inserido em um vídeo pornográfico. Isso não apenas prejudica a reputação das pessoas envolvidas, mas também normaliza a exploração e a objetificação.

As políticas da Meta e a falta de regulamentação

A Meta possui políticas que proíbem conteúdos ilegais e discriminatórios, incluindo aqueles que exploram ou desinformam. No entanto, muitos anúncios de deepfakes íntimos, inclusive não consensuais, continuam a circular. Isso ocorre porque esses conteúdos não se enquadram nas definições tradicionais de nudez ou exposição sexual, permitindo que escapem das restrições da plataforma.

Essa lacuna nas políticas da Meta levanta a necessidade urgente de uma regulamentação mais robusta sobre o uso de deepfakes. Sem uma abordagem clara, a normalização dessa prática pode ter consequências devastadoras para a sociedade.

O papel da educação e da conscientização

Para combater os efeitos negativos dos deepfakes, é fundamental promover a educação e a conscientização sobre o tema. As pessoas precisam entender como essa tecnologia funciona e como identificar conteúdos manipulados. Isso pode ajudar a reduzir a disseminação de desinformação e a proteger indivíduos de ataques maliciosos.

Além disso, as plataformas digitais devem investir em tecnologias que ajudem a detectar deepfakes e a informar os usuários sobre a veracidade dos conteúdos que consomem. A transparência é essencial para restaurar a confiança nas mídias sociais.

Conclusão

O uso crescente de deepfakes nas plataformas da Meta é um sinal de alerta para a sociedade. Com mais de 5.000 anúncios incentivando essa prática, é crucial que abordemos as implicações éticas, sociais e legais dessa tecnologia. A regulamentação, a educação e a conscientização são passos fundamentais para mitigar os riscos associados aos deepfakes e proteger a integridade das informações que consumimos.

Se você deseja saber mais sobre o assunto, recomendo a leitura do estudo completo da FGV e a análise da situação atual das deepfakes. Para mais informações, acesse a fonte de referência aqui.

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