Canhão Fortaleza Cabo Frio: Retorno e Polêmica Após 71 Anos
O retorno de um canhão histórico ao Forte de São Mateus, em Cabo Frio, após 71 anos, gerou uma onda de polêmica e discussões acaloradas. Este canhão, que remonta ao século 17, foi retirado de seu local original por estudantes de uma escola em Nova Friburgo, e sua reinstalação no forte trouxe à tona questões sobre patrimônio histórico, identidade cultural e a importância da preservação. Neste artigo, vamos explorar a história desse canhão, a controvérsia em torno de seu retorno e o impacto que isso teve na comunidade local.
A História do Canhão
O canhão em questão faz parte da rica história do Forte de São Mateus, construído em 1620 para proteger a Capitania de Cabo Frio de invasores. Durante muitos anos, o forte abrigou dez canhões, que eram essenciais para a defesa da região. No entanto, em 1954, um grupo de estudantes do Colégio Nova Friburgo decidiu levar um dos canhões como um “troféu” de uma excursão à praia. Essa ação, que pode parecer inofensiva à primeira vista, desencadeou uma série de eventos que culminaram em um debate sobre a preservação do patrimônio histórico.
A Excursão e o “Troféu”
Na excursão de 1954, os alunos, com a ajuda de um professor, removeram o canhão da areia da praia e o transportaram para a escola. Essa ação foi vista como uma demonstração de bravura entre os estudantes, que celebraram a conquista como um símbolo de superioridade. O canhão foi colocado em um pedestal na escola, que passou a ser conhecida como “Praça do Canhão”. Durante mais de 70 anos, a peça permaneceu lá, sem que ninguém questionasse sua origem ou a moralidade de sua remoção.
A Luta pelo Retorno
Na década de 1990, Elísio Gomes Filho, um estudante de história de Cabo Frio, tomou conhecimento da história do canhão e começou a pressionar as autoridades para que ele fosse devolvido ao forte. Elísio considerava a remoção do canhão um “saque” ao patrimônio histórico e iniciou uma verdadeira cruzada para que o canhão retornasse ao seu local de origem. Sua luta não foi fácil, pois encontrou resistência tanto da escola quanto da associação de ex-alunos que defendiam a permanência do canhão em Nova Friburgo.
As Reações à Remoção
A remoção do canhão gerou reações polarizadas. Para os historiadores e defensores do patrimônio em Cabo Frio, o retorno do canhão era um “resgate” necessário para restaurar a integridade histórica do forte. Por outro lado, os ex-alunos do Colégio Nova Friburgo viam a ação como um “roubo”, argumentando que o canhão havia se tornado parte da identidade da escola e que sua remoção era injusta.
O Papel da Comunidade
A polêmica em torno do canhão também trouxe à tona questões sobre a identidade cultural e a importância da preservação do patrimônio. Muitos moradores de Cabo Frio se uniram em apoio ao retorno do canhão, reconhecendo sua importância histórica e cultural. A comunidade se mobilizou para garantir que o canhão fosse restaurado e reinstalado no forte, celebrando a história local e promovendo um senso de pertencimento.
O Impacto da Polêmica
A controvérsia em torno do canhão não apenas reacendeu o debate sobre a preservação do patrimônio histórico, mas também destacou a importância da educação e da conscientização sobre a história local. A história do canhão se tornou um exemplo de como a história pode ser reinterpretada e reavaliada ao longo do tempo, e como as ações do passado podem ter repercussões significativas no presente.
O Retorno do Canhão
Após anos de luta, o canhão finalmente retornou ao Forte de São Mateus, onde está passando por um processo de restauração. A expectativa é que uma cerimônia de reinauguração seja realizada, celebrando o retorno do canhão e a importância da preservação do patrimônio histórico. Para muitos, esse momento representa não apenas a devolução de um objeto, mas a restauração de uma parte vital da história de Cabo Frio.
Reflexões Finais
O retorno do canhão ao Forte de São Mateus é um marco importante na história de Cabo Frio. Ele simboliza a luta pela preservação do patrimônio histórico e a importância de reconhecer e respeitar a história local. A polêmica gerada em torno de sua remoção e retorno nos lembra que a história é um campo de batalha, onde diferentes narrativas e interpretações podem coexistir. Ao final, o que importa é que aprendamos com o passado e trabalhemos juntos para preservar nossa herança cultural.
Se você deseja saber mais sobre essa história fascinante, recomendo que você leia o artigo completo na fonte original: UOL.
Analista de sistemas por profissão e escritor por paixão, tenho encontrado no mundo das letras um espaço para expressar minhas reflexões e compartilhar conhecimentos. Além da tecnologia, sou um ávido leitor, sempre em busca de novas histórias que ampliem minha visão de mundo e enriqueçam minha experiência pessoal. Meus hobbies incluem viajar e explorar diferentes culturas e paisagens, encontrando na natureza uma fonte inesgotável de inspiração e renovação. Através de minhas escritas, busco conectar ideias, pessoas e lugares, tecendo uma teia de entendimentos que transcende as fronteiras do convencional.

