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quarta-feira, fevereiro 18, 2026
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Riscos ESG: Por que as lideranças ainda os subestimam?

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Riscos ESG: Por que as lideranças ainda os subestimam?

Nos últimos anos, a sigla ESG, que se refere a questões ambientais, sociais e de governança, ganhou destaque nas discussões sobre sustentabilidade corporativa. No entanto, mesmo com a crescente pressão por práticas responsáveis, muitos líderes ainda subestimam os riscos associados a essa agenda. Neste artigo, vamos explorar por que isso acontece e como as empresas podem mudar essa mentalidade.

O que são Riscos ESG?

Os riscos ESG são aqueles que podem impactar uma empresa em função de suas práticas ambientais, sociais e de governança. Isso inclui desde a gestão de resíduos e emissões de carbono até a forma como a empresa trata seus funcionários e se relaciona com a comunidade. Ignorar esses riscos pode levar a consequências financeiras e reputacionais significativas.

A Confusão entre Risco e Oportunidade

Um dos principais pontos levantados por especialistas é a confusão entre risco e oportunidade. Carlos Takahashi, conselheiro da BlackRock, destaca que muitos CEOs ainda não compreendem que estamos lidando com um novo tipo de risco. “Sem medir adequadamente o risco, não há como enxergar uma oportunidade real”, afirma. Essa falta de clareza pode levar a decisões que não consideram o longo prazo.

A Baixa Maturidade da Liderança

A maturidade da liderança em relação à gestão de riscos ESG é um fator crítico. Muitas vezes, os líderes não têm a formação ou a experiência necessárias para entender a complexidade desses riscos. Isso resulta em uma abordagem superficial, onde a sustentabilidade é vista como um apêndice, e não como parte central da estratégia de negócios.

A Cegueira Ética nas Empresas

Vanessa Pinsky, especialista em sustentabilidade, menciona a “cegueira ética” como um fenômeno comum nas organizações. Muitas empresas estão cientes dos impactos socioambientais, mas optam por ignorá-los. Essa negação não é apenas uma questão de falta de conhecimento técnico, mas também uma escolha consciente de não agir. A gestão eficaz de riscos está profundamente ligada a uma agenda de negócios responsáveis.

A Urgência de Agir Agora

Os especialistas concordam que a velocidade de reação das empresas ainda é lenta. Vanessa Pinsky enfatiza que “os problemas estão escalando e ainda assim a reação é lenta”. O meio ambiente, como um stakeholder silencioso, não responde às demandas humanas. Sua resposta vem em forma de eventos extremos, como desastres naturais, que podem impactar diretamente os negócios.

Precificação das Emissões de Gases de Efeito Estufa

A precificação das emissões de gases de efeito estufa (GEE) é um tema crucial nas discussões sobre riscos ESG. Takahashi aponta que a precificação incorreta da sustentabilidade ainda é uma barreira. “Hoje ainda existe um sobrepreço para empresas que integram ESG, como se fazer a coisa certa fosse mais caro”, explica. O ideal seria que as empresas que ignoram essa agenda pagassem mais.

O Papel da Regulamentação

A regulamentação também desempenha um papel importante na mudança de mentalidade das empresas. A partir de 2026, as empresas brasileiras terão que publicar informações de sustentabilidade auditadas. Isso significa que a sustentabilidade deixará de ser uma escolha e se tornará uma obrigação. A conselheira Sonia Consiglio destaca que “quando a sustentabilidade vira regra, sai do paralelo”.

Litigância Climática e Seus Impactos

Outro ponto a ser considerado são os casos de litigância climática, que estão em alta em todo o mundo. O último relatório da London School of Economics (LSE) mostra que já existem quase 3.000 casos identificados globalmente. No Brasil, foram registrados 131 casos. Essa tendência indica que as empresas que não adotam práticas sustentáveis podem enfrentar consequências legais no futuro.

Sustentabilidade e Lucratividade: Uma Relação Necessária

Um dos mitos mais comuns é que sustentabilidade e lucratividade são excludentes. Vania Borgerth, conselheira do Comitê Brasileiro de Pronunciamentos de Sustentabilidade, resume bem essa questão: “Uma empresa que destrói o meio ambiente, maltrata seus funcionários ou comete fraudes pode até lucrar no curto prazo, mas vai quebrar no longo”. Portanto, é essencial que as empresas compreendam que a sustentabilidade deve caminhar junto com a lucratividade.

A Importância de Avaliar Riscos Menos Óbvios

Além dos riscos mais evidentes, como os impactos ambientais diretos, é crucial que as empresas comecem a avaliar riscos menos óbvios. Isso inclui, por exemplo, o impacto das mudanças climáticas na infraestrutura digital e os processos judiciais relacionados a causas sociais. A falta de conhecimento técnico sobre esses impactos pode levar a decisões erradas e, consequentemente, a prejuízos financeiros.

A Necessidade de uma Nova Mentalidade

Para que as empresas possam lidar efetivamente com os riscos ESG, é necessário desenvolver uma nova mentalidade de gestão. Isso envolve uma visão de longo prazo, ética e responsabilidade. A sustentabilidade não deve ser vista como um custo, mas como uma oportunidade de inovação e crescimento.

Conclusão

Os riscos ESG são uma realidade que as empresas não podem mais ignorar. A falta de compreensão e a subestimação desses riscos podem levar a consequências graves, tanto financeiras quanto reputacionais. É fundamental que as lideranças adotem uma nova abordagem, integrando a sustentabilidade em suas estratégias de negócios. Somente assim poderemos garantir um futuro mais responsável e sustentável para todos.

Para mais informações sobre os riscos ESG e a importância da sustentabilidade nas empresas, você pode acessar a fonte de referência aqui.

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