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O QUE FEZ TARCÍSIO DISPARAR NAS PESQUISAS

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Hoje vamos analisar a pesquisa mais recente para governador e senador de São Paulo nas eleições de 2026. E olha, os números revelam algo que poucos estão percebendo sobre o jogo de poder em São Paulo.

A pergunta não é quem vai vencer. A pergunta é: quem já está preparado para vencer antes da campanha começar?

Temos números completos do Instituto 100% Cidades com sete cenários de primeiro turno, seis cenários de segundo turno e dois cenários para o Senado. A pesquisa foi feita entre os dias 20 e 23 de janeiro. Vamos ver quem lidera, quem cresce e quem tem mais rejeição, certo? Mas principalmente, vamos entender o que esses números revelam sobre a estratégia por trás da política paulista.

O QUE FEZ TARCÍSIO DISPARAR NAS PESQUISAS

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A pesquisa que vamos analisar foi feita pelo Instituto 100% Cidades, contratada pela Futura Pesquisas. Foram ouvidas 1.200 pessoas entre os dias 20 e 23 de janeiro. A margem de erro é de 2,8 pontos para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no TSE, conforme manda a legislação.

Agora, antes de entrarmos nos números, deixa eu te fazer uma pergunta. Por que um instituto faria sete cenários diferentes testando Pablo Marçal em todos eles, sendo que ele está inelegível até 2032? Isso não é acidente, meu querido. Isso é estratégia. Alguém quer medir o impacto do nome dele, mesmo sabendo que ele não pode disputar. Quem se beneficia disso? Guarde essa pergunta.

Vamos começar pelos cenários de primeiro turno para governador. São sete cenários diferentes.

Instituto 100% Cidades, primeiro turno, cenário 1.

Na liderança está o governador Tarcísio de Freitas do Republicanos, com 41% das intenções de voto. Quarenta e um por cento. Isso não é liderança, é domínio absoluto em um cenário fragmentado.

Em segundo lugar, o vice-presidente Geraldo Alckmin do PSB aparece com 24,6%. Quase 17 pontos de diferença. É tecnicamente segundo lugar, mas na prática, está distante demais para incomodar.

Em terceiro, Pablo Marçal marca 12,6%. E aqui está o primeiro ponto estratégico. Marçal está inelegível até 2032 por abuso de poder econômico. Mesmo assim, o instituto colocou ele em todos os cenários. Por quê? Porque o nome dele mexe com o tabuleiro. Ele não disputa, mas influencia.

Ainda no cenário um, a deputada Érica Hilton do PSOL aparece com 7%. O senador e astronauta Marcos Pontes marca 1,8%. Paulo Serra tem 1,5%. Felipe Dávila fecha com 0,5%. Brancos e nulos somam 7,7%. Indecisos chegam a 3,4%.

Tarcísio lidera com folga e aparece muito bem colocado. Mas calma, porque os próximos cenários vão revelar algo ainda mais interessante.

Agora vamos ao cenário dois.

No cenário dois, quem lidera continua sendo Tarcísio. Aqui tiraram Alckmin e colocaram Haddad. Tarcísio de Freitas marca 40,4%. Oscilou 0,6 dentro da margem de erro. Ele se mantém sólido.

Em segundo, Fernando Haddad do PT aparece com 17,9%. Sete pontos abaixo de Alckmin. E olha que interessante. Se a situação pro Alckmin já estava difícil, pro Haddad está ainda mais. Haddad tem um problema sério em São Paulo. Ele tem passado, tem nome, mas não tem presente. A gestão dele como prefeito ainda é lembrada com rejeição. E isso pesa.

Pablo Marçal mantém 12,6%. Érica Hilton tem 7,1%. Completando o cenário 2, Kim Kataguiri aparece com 3,7%. Kim não vai ser candidato, vai ser reeleito deputado de forma tranquila. Mas o instituto testou o nome dele. Por quê? Porque ele representa um setor específico da direita liberal que pode migrar para outros candidatos.

Paulo Serra marca 2,3%. Marcos Pontes também tem 2,3%. Felipe Dávila fecha com 0,7%. Brancos e nulos somam 9,1%. Indecisos chegam a 3,8%.

Tarcísio segue firme na liderança. E Haddad perde para Alckmin. Isso já te diz algo sobre a força real do PT em São Paulo.

Cenário três.

Agora colocaram Simone Tebet como representante da esquerda. E olha a que ponto chegamos, meu querido. Simone, que até pouco tempo batia no PT, batia no Lula, agora virou possibilidade de candidatura progressista. A política é o jogo do possível, não do coerente.

Tarcísio de Freitas marca 42,5%. Simone Tebet aparece com 15,5%. Pablo Marçal tem 12,8%, o que indica empate técnico com Tebet dentro da margem de erro. Érica Hilton marca 7,4%.

Ainda no cenário 3, Kim Kataguiri tem 2,6%. Paulo Serra marca 2,3%. Marcos Pontes também tem 2,3%. Felipe Dávila fecha com 0,5%. Brancos e nulos somam 9,8%. Indecisos chegam a 4,2%.

Tarcísio continua dominando todos os cenários onde aparece. A liderança dele é tranquila. Mas você percebeu o padrão? Não importa quem o campo progressista coloque na frente, o resultado é o mesmo. Tarcísio vence com folga.

Agora vamos aos cenários sem Tarcísio. E é aqui que o jogo fica interessante.

Cenário quatro.

Agora sem Tarcísio, colocaram Haddad de volta e tiraram o governador. E aí, sem Tarcísio, quem fica em primeiro?

Pablo Marçal sobe para primeiro com 29%. Marçal assume a liderança nesse cenário. Fernando Haddad vem em segundo com 23%. Érica Hilton marca 8,3%. Kim Kataguiri tem 6%. Paulo Serra aparece com 4,1%. Felipe Dávila marca 1,9%.

Completando o cenário 4, Felício Ramuth, que é o vice do Tarcísio, aparece com 1,5%. Brancos, nulos e indecisos somados chegam a 26,1%.

Olha só o que acontece. Com a saída do Tarcísio, todos melhoram um pouco. Haddad melhora, Érica também. Mas quem mais cresce? Marçal. Ele quase dobra. Mas Tarcísio deve disputar o governo. Ele não vai tentar a presidência tendo o Flávio Bolsonaro melhor colocado nas pesquisas. Não faz sentido estratégico.

Vamos ao próximo cenário.

Cenário cinco.

Ainda sem Tarcísio, mas agora colocaram Alckmin. E Alckmin aparece melhor que Haddad.

Pablo Marçal lidera com 29,4%. Geraldo Alckmin vem empatado tecnicamente com ele, marcando 27,2%. Érica Hilton tem 8,5%. Kim Kataguiri marca 6%. Paulo Serra aparece com 3,7%. Felipe Dávila tem 2,4%.

Ainda no cenário 5, Felício Ramuth marca 1,4%. E aqui está um ponto estratégico importante. Se Tarcísio subir no palanque dele, Ramuth passa dos 10, 15 pontos no estalar de dedos. O palanque é tudo em política.

Brancos, nulos e indecisos somados chegam a 21,5%.

Alckmin mostra força quando Tarcísio não está. Fica empatado com Marçal. Isso mostra que a direita precisa se unir. Se Tarcísio for para a presidência, a disputa em São Paulo fica aberta. Mas ele não vai. Pelo menos não em 2026.

Próximo cenário.

Cenário seis.

Pablo Marçal lidera com 29,2%. Simone Tebet vem representando o campo progressista com 17,6%. Ricardo Nunes, que é o prefeito de São Paulo, aparece com 10,9%. Seria o candidato do Tarcísio. Érica Hilton marca 8,6%. Paulo Serra tem 3,7%. Ricardo Salles aparece com 2,8%.

Completando o cenário 6, Felipe Dávila marca 2,1%. Brancos, nulos e indecisos somados chegam a 25%.

Nunes aparece como possível nome do Tarcísio, mas ainda com pouca votação. Precisa de palanque forte. Marçal continua liderando quando Tarcísio sai.

A fixação do instituto pelo Pablo Marçal é clara. Ele está em todos os cenários, mesmo inelegível. Alguém quer medir a força dele. E isso não é neutro.

Vamos ao último cenário de primeiro turno.

No último cenário de primeiro turno, Pablo Marçal lidera com 32,1%. Simone Tebet marca 17,8%. Érica Hilton tem 8,8%. Paulo Serra aparece com 4,5%. Gilberto Kassab, que seria indicado do Tarcísio, tem 3,7%, mesmo percentual de Ricardo Salles. Felipe Dávila fecha com 2,7%. Brancos, nulos e indecisos somados chegam a 26,5%.

O que fica claro nos cenários de primeiro turno é o domínio absoluto de Tarcísio. Ele aparece sempre acima de 40%, muito à frente de todos. Quando Tarcísio sai, Marçal assume a liderança, mesmo inelegível. Alckmin mostra força, Haddad fica mais atrás. Nunes e Kassab aparecem como possíveis nomes do Tarcísio, mas ainda fracos. Precisam de palanque.

A eleição só não é do Tarcísio se ele não disputar. E ele vai disputar.

Agora vamos aos cenários de segundo turno. E aqui o domínio do Tarcísio fica ainda mais claro.

No primeiro cenário, Tarcísio de Freitas enfrenta Fernando Haddad. Tarcísio domina com 56,6%. Haddad fica com 31,2%. Uma diferença brutal de mais de 25 pontos. Brancos, nulos e indecisos somados chegam a 12,2%.

Haddad contra Tarcísio não é confronto. É massacre. A vantagem do governador é esmagadora.

Vamos ao próximo confronto.

No cenário dois, Tarcísio enfrenta Alckmin. Tarcísio de Freitas marca 53,9%. Geraldo Alckmin fica com 35,4%. Diferença de 18,5 pontos. Brancos, nulos e indecisos somam 10,7%.

Alckmin vai melhor que Haddad, mas ainda perde com folga. Tarcísio vence com tranquilidade. A rejeição dele é baixa e a aceitação é alta.

Próximo cenário de segundo turno.

Cenário três de segundo turno. Tarcísio contra Tebet.

Tarcísio de Freitas domina com 60,1%. Simone Tebet fica com apenas 26,6%. Diferença gigante de 33,5 pontos. Brancos, nulos e indecisos somam 13,3%.

Tebet tem o pior desempenho de todos contra Tarcísio. Sessenta por cento contra vinte e seis. Isso não é eleição, é plebiscito.

Tarcísio só não vence se não disputar. Não é o que eu quero, é a realidade. Ele está muito bem em São Paulo.

Agora vem os cenários sem Tarcísio. E aqui a coisa muda.

Se tirar o governador e colocar o vice dele, Felício Ramuth, aí Alckmin venceria. Geraldo Alckmin marca 46,1%. Felício Ramuth fica com 16%. Brancos, nulos e indecisos somam 37,9%.

Veja que tem 45,8% de indecisos, branco e nulo. Isso indica que o pessoal não conhece Ramuth. Na medida em que for conhecendo, a tendência é ele crescer. Mas conhecer sozinho não basta. Precisa de palanque.

Cenário 5 de segundo turno.

Simone Tebet enfrenta Felício Ramuth. Tebet marca 34,8%. Ramuth fica com 19,6%. Brancos, nulos e indecisos somam 45,6%.

De novo, os indecisos são gigantes. Quase metade do eleitorado não conhece ou não sabe em quem votar. Ramuth precisa de Tarcísio no palanque. Sem isso, ele não decola.

Vamos ao próximo cenário.

Último cenário de segundo turno. Aqui temos dois confrontos.

Primeiro, Alckmin contra Kassab. Geraldo Alckmin marca 45,3%. Gilberto Kassab fica com 15%. Diferença de 30,3 pontos. Brancos, nulos e indecisos somam 39,7%. Kassab também é pouco conhecido, precisa de palanque forte.

Agora o segundo confronto desse cenário, Tebet contra Kassab. Ainda no cenário seis, Simone Tebet enfrenta Gilberto Kassab. Tebet marca 36%. Kassab fica com 18,7%. Brancos, nulos e indecisos somam 45,3%.

São cenários que não vão acontecer. Tem especulação da Tebet se candidatar em São Paulo e não no Mato Grosso do Sul. Tem também especulação dela se filiar ao PT. Vejam que coisa.

Agora vamos aos dados de rejeição. E aqui mora o jogo real.

Rejeição é o teto. É o que trava o crescimento. O mais rejeitado é Fernando Haddad com 39,5%. Quarenta por cento de rejeição é teto de vidro. Você não cresce mais que isso.

Em segundo lugar, Pablo Marçal com 30,6% de rejeição. Érica Hilton aparece com 29,1%, mesmo percentual de Geraldo Alckmin.

Tarcísio de Freitas vem atrás com 21,8%. Isso é fundamental. Tarcísio tem rejeição baixa. Vinte e dois por cento de rejeição em política é quase nada. Isso significa que ele tem espaço para crescer. Ele pode buscar voto até de quem não gosta dele, porque a rejeição não é firme.

A rejeição baixa de Tarcísio explica porque ele vence todos. Além de estar melhor nas pesquisas, tem pouca rejeição. Isso dá margem para crescer. A chance dele ganhar é imensa.

Haddad tem a maior rejeição, quase 40%. Isso trava o crescimento dele. Marçal também tem rejeição alta, 30,6%. Alckmin e Érica empatados em 29. A rejeição é decisiva numa eleição apertada. E em São Paulo, a rejeição favorece Tarcísio.

Agora vamos para o Senado.

São duas vagas em disputa. A pesquisa já soma o primeiro e o segundo voto. Por isso a somatória passa de 100.

No cenário um, Fernando Haddad lidera com 33,2%. Marina Silva vem em segundo com 30%. Capitão Derrite, que é secretário do Tarcísio, marca 19,9%. Ricardo Salles tem 14,1%. Baleia Rossi aparece com 12,1%.

Completando o cenário um do Senado, Paulinho da Força marca 10,4%. Paulo Serra tem 9,3%. Robson Tuma fecha com 6,1%.

Haddad e Marina estão bem colocados. Derrite, com apoio do Tarcísio, pode crescer. O Senado tem muita indefinição. Não se sabe quem mesmo vai disputar. As articulações ainda estão sendo feitas.

Vamos ao segundo cenário do Senado.

No cenário 2 do Senado, Geraldo Alckmin lidera com 39,2%. Marina Silva vem em segundo com 30,3%. Capitão Derrite marca 21%. Ricardo Salles tem 15,3%. Baleia Rossi aparece com 11,6%. Paulinho da Força marca 10,7%. Paulo Serra tem 8%. Robson Tuma fecha com 5,9%.

A pesquisa indica que tanto Haddad quanto Marina e Alckmin estão muito bem colocados, todos com grandes chances de serem eleitos. Pelo menos um do campo progressista já estaria de bom tamanho. Existe o risco da direita eleger dois senadores. Derrite parece que vai receber o apoio do Tarcísio.

No campo progressista ainda não se sabe os nomes finais. As articulações continuam. O Senado ainda tem muita indefinição.

Agora vamos para a análise geral. O que essa pesquisa realmente revela?

Resumindo tudo sobre governador, fica claro que Tarcísio é imbatível. Ele domina todos os cenários onde aparece, sempre acima de 40%. Vence todos no segundo turno, tem rejeição baixa de apenas 21,8%. Quando Tarcísio sai, Marçal assume a liderança, mesmo inelegível. Alckmin mostra força. Haddad fica mais atrás.

A disputa só fica aberta se Tarcísio for para a presidência. Do contrário, a reeleição dele está garantida. Não é torcida, é matemática política.

Uma observação importante sobre Pablo Marçal. Ele está inelegível até 2032. Mesmo assim, o instituto colocou ele em todos os cenários. Deve ter sido fixação. Marçal não pode disputar, mas aparece liderando quando Tarcísio sai. Isso mostra que ele tem nome, tem base, mas não pode ser candidato. Se pudesse, seria forte. Mas a lei é clara. Está inelegível. Então, esses cenários com ele são apenas teóricos, não vão acontecer na prática.

Agora, a pergunta estratégica. Por que testar Marçal em todos os cenários? Porque alguém quer saber para onde vai o voto dele. Se ele não pode disputar, mas tem 29%, para quem vai esse voto? Essa é a pergunta que move o tabuleiro.

No campo progressista, a disputa é entre Alckmin e Haddad. Alckmin vai melhor nas pesquisas, tem menos rejeição, aparece mais competitivo. Haddad tem a maior rejeição de todos, quase 40%. Isso trava o crescimento dele. Contra Tarcísio, Haddad perde por mais de 25 pontos. Alckmin perde por 18. Tebet vai ainda pior. Perde por mais de 30 pontos.

A esquerda tem pouca chance em São Paulo se Tarcísio disputar. A realidade é essa. E a realidade não é ideologia. É número.

Então está aí a pesquisa completa de São Paulo. Tarcísio domina. Marçal lidera sem ele, mas está inelegível. Alckmin mostra força. Haddad tem muita rejeição. No Senado, a disputa é mais aberta.

A pergunta não é quem vai vencer. A pergunta é: o que vem depois da vitória? Porque em política, meu querido, vencer é apenas o começo do jogo.

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