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Colapso da economia dos EUA: O que os especialistas estão prevendo?

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Colapso da economia dos EUA: O que os especialistas estão prevendo?

Nos últimos anos, a economia dos Estados Unidos tem sido um tema de intenso debate. Com dados que mostram crescimento em algumas áreas, como o emprego e o mercado de ações, muitos se perguntam: a economia realmente está saudável? Ou estamos apenas vendo a ponta do iceberg? Neste artigo, vamos explorar as previsões de especialistas sobre o colapso da economia dos EUA e o que isso pode significar para todos nós.

O cenário atual da economia dos EUA

Recentemente, o colunista do Financial Times, Tej Parikh, fez uma análise alarmante sobre a situação econômica dos EUA. Ele afirma que, apesar de alguns indicadores positivos, a economia está mais frágil do que parece. Essa afirmação levanta questões importantes sobre a sustentabilidade do crescimento econômico e os riscos que podem levar a um colapso.

Um dos pontos destacados por Parikh é que, desde fevereiro, dois terços dos empregos criados estão concentrados em setores pouco dinâmicos, como saúde e governo. Isso é preocupante, pois indica que a criação de empregos não está acompanhando o crescimento em setores mais produtivos e inovadores.

O mercado imobiliário sob pressão

Outro aspecto crítico mencionado por especialistas é o mercado imobiliário. Historicamente, o setor imobiliário tem sido um dos primeiros a sentir os efeitos de uma recessão. Mark Zandi, da Moody’s, observa que as hipotecas acima de 6% aumentaram desde a pandemia. Isso significa que os compradores estão comprometendo uma parte maior de sua renda em comparação com a bolha imobiliária de 2006.

Além disso, o estoque de imóveis novos não vendidos atingiu o maior nível desde 2009. Isso sugere que a demanda está diminuindo, o que pode levar a uma queda nos preços dos imóveis e, consequentemente, a uma desaceleração econômica mais ampla.

Queda no consumo e seus impactos

O consumo é um dos pilares da economia dos EUA, e a recente queda nos gastos reais das famílias é um sinal de alerta. Desde dezembro, os gastos têm diminuído, e isso pode ser atribuído a uma maior cautela por parte das famílias ricas. Essa mudança de comportamento pode ter um impacto significativo na demanda doméstica, especialmente se considerarmos que a nova lei fiscal de Trump pode reduzir a renda dos 40% mais pobres até 2030.

Essa retração na demanda pode levar a um ciclo vicioso, onde menos consumo resulta em menos produção e, por fim, em mais demissões. É um cenário que pode se tornar uma tempestade perfeita para a economia dos EUA.

O mercado de ações e sua desconexão

Um ponto que Parikh destaca é a desconexão entre o mercado de ações e a economia real. O S&P 500, um dos principais índices de ações dos EUA, tem se mostrado cada vez mais desconectado das variáveis econômicas reais. Os lucros das grandes empresas de tecnologia têm impulsionado o índice, enquanto empresas menores, que estão mais expostas à economia local, enfrentam dificuldades.

Essa desconexão pode criar uma falsa sensação de segurança, levando investidores e consumidores a acreditar que a economia está mais forte do que realmente está. Isso pode resultar em uma correção abrupta quando a realidade se impuser.

O efeito retardado das políticas tarifárias

Outro fator que pode contribuir para o colapso da economia é o efeito retardado das políticas tarifárias implementadas pelo governo. A partir de agosto, a taxa média dos EUA deve subir para 20,6%, o que pode elevar os preços de bens e serviços. Mesmo que o presidente Trump decida adiar as tarifas, os estoques se esgotarão, e os preços aumentarão com base nas tarifas existentes.

Esse aumento nos preços pode reduzir ainda mais o consumo, criando um ciclo vicioso que pode ser difícil de quebrar. A Harvard Business School já mostrou que há diferenças significativas entre os preços de produtos tarifados e não tarifados, o que pode impactar diretamente o poder de compra das famílias.

O ambiente político e suas implicações

O ambiente político também desempenha um papel crucial na saúde da economia. Parikh menciona que a economia dos EUA é como um “sapo em água fervente”. Isso significa que, embora os sinais de alerta estejam presentes, muitos ainda não percebem a gravidade da situação. Com o Federal Reserve (Fed) impedido de cortar juros e rumores sobre a demissão de Jerome Powell, a incerteza política pode agravar ainda mais a situação econômica.

Se o presidente não recuar de sua agenda protecionista, as consequências podem ser devastadoras. A falta de um pacote fiscal que estimule o consumo pode levar a um colapso econômico que muitos não estão preparados para enfrentar.

Reflexões finais sobre o colapso da economia dos EUA

Em resumo, as previsões sobre o colapso da economia dos EUA são alarmantes. Embora alguns indicadores possam parecer positivos, a fragilidade subjacente é preocupante. O mercado de trabalho, o setor imobiliário, o consumo e o ambiente político estão todos interligados e podem contribuir para uma crise econômica significativa.

Como cidadãos, é importante estarmos cientes dessas questões e nos prepararmos para possíveis consequências. A economia é um sistema complexo, e pequenas mudanças podem ter grandes impactos. Portanto, devemos acompanhar de perto as tendências e as previsões dos especialistas para entender melhor o que está por vir.

Se você deseja saber mais sobre o colapso da economia dos EUA e as previsões dos especialistas, recomendo a leitura do artigo completo no Diário do Centro do Mundo.

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