Índice de Confiança do Comércio sobe 1,6 ponto em setembro
O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) é um indicador importante que reflete a percepção dos empresários sobre a situação atual e as expectativas futuras do setor. Em setembro de 2025, esse índice subiu 1,6 ponto, alcançando 84,7 pontos, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Essa alta, embora positiva, não representa uma reversão do pessimismo, mas sim uma estabilização em um patamar considerado baixo.
O que é o Índice de Confiança do Comércio?
O Índice de Confiança do Comércio é uma ferramenta que mede a confiança dos empresários do setor comercial em relação à economia. Ele é calculado com base em entrevistas com empresários, que avaliam a situação atual e as expectativas para os próximos meses. O índice varia de 0 a 200 pontos, sendo que valores acima de 100 indicam otimismo e abaixo de 100, pessimismo.
O desempenho do ICOM em setembro
Em setembro, o ICOM avançou para 84,7 pontos, após dois meses de queda. Essa recuperação foi impulsionada por uma melhora nas avaliações sobre a situação atual e as expectativas futuras. No entanto, a economista Geórgia Veloso, da FGV, ressalta que a confiança ainda está em um nível baixo, refletindo a incerteza sobre o ritmo da atividade do varejo nos próximos meses.
Fatores que influenciam a confiança do comércio
Vários fatores impactam a confiança do comércio. Entre eles, destacam-se:
- Taxa de desemprego: Um baixo índice de desemprego pode aumentar a confiança, mas não é o único fator determinante.
- Renda familiar: O aumento da renda pode estimular o consumo, mas a confiança pode ser afetada por outros fatores, como juros altos.
- Taxas de juros: Juros elevados podem limitar o consumo, impactando negativamente as expectativas dos empresários.
- Endividamento: O alto nível de endividamento das famílias pode gerar incerteza e pessimismo no setor.
Expectativas para os próximos meses
Apesar da alta de setembro, as expectativas para os próximos meses permanecem cautelosas. O Índice de Expectativas (IE-COM) também subiu 1,7 ponto, alcançando 82,0 pontos. No entanto, os empresários ainda demonstram preocupação com a possibilidade de uma desaceleração na atividade econômica.
Segmentos que contribuíram para a alta do ICOM
A alta do ICOM em setembro foi observada em cinco dos seis principais segmentos do comércio. Essa recuperação foi influenciada tanto pelas avaliações sobre o momento atual quanto pelas perspectivas para os próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA-COM) subiu 1,7 ponto, para 88,2 pontos, após três quedas consecutivas.
O que isso significa para o setor?
A recuperação do ICOM, embora modesta, é um sinal de que os empresários estão começando a ver uma luz no fim do túnel. No entanto, a economista Geórgia Veloso alerta que a alta não deve ser interpretada como um sinal de otimismo generalizado. A incerteza ainda persiste, e os empresários devem permanecer vigilantes em relação às condições econômicas.
Conclusão
O Índice de Confiança do Comércio subiu 1,6 ponto em setembro, refletindo uma leve recuperação após meses de queda. No entanto, a confiança ainda está em um nível baixo, e as expectativas para o futuro permanecem cautelosas. Fatores como taxa de desemprego, renda familiar, juros altos e endividamento continuam a influenciar a percepção dos empresários. É fundamental que o setor permaneça atento às condições econômicas para navegar por esse cenário desafiador.
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