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Liberdade de expressão big techs e a nova lei do Mississippi

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Liberdade de expressão big techs e a nova lei do Mississippi

A liberdade de expressão é um dos pilares fundamentais da democracia. No entanto, com o crescimento das big techs, como Facebook, Twitter e Google, essa liberdade enfrenta novos desafios. Recentemente, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu manter uma lei do Mississippi que restringe a liberdade de expressão nas redes sociais. Essa decisão levanta questões importantes sobre o papel das plataformas digitais na proteção dos usuários e os limites da liberdade de expressão. Neste artigo, vamos explorar os detalhes dessa nova lei, suas implicações e o que isso significa para o futuro das big techs e da liberdade de expressão.

O que diz a nova lei do Mississippi?

A lei, conhecida como Walker Montgomery Protecting Children Online Act, foi criada com o objetivo de proteger crianças e adolescentes de conteúdos prejudiciais na internet. Ela exige que as plataformas de redes sociais verifiquem a idade dos usuários e que menores de 18 anos só possam abrir contas com o consentimento dos pais. Além disso, as plataformas devem impedir que menores tenham acesso a “conteúdo danoso”, sob pena de multas que podem chegar a US$ 10 mil.

Essa legislação foi inspirada em um caso trágico que envolveu um adolescente de 16 anos, Walker Montgomery, que se suicidou após ser vítima de extorsão sexual. O autor da extorsão criou uma conta falsa no Instagram e convenceu Walker a enviar fotos íntimas, ameaçando divulgá-las caso ele não pagasse. A lei busca evitar que situações semelhantes ocorram no futuro.

A decisão da Suprema Corte

Em agosto de 2025, a Suprema Corte dos EUA decidiu permitir a entrada em vigor da lei do Mississippi, mesmo sem apresentar uma justificativa clara. Essa decisão foi tomada em um contexto em que o governo anterior, sob Donald Trump, criticou o Judiciário brasileiro por supostamente minar a liberdade de expressão. Curiosamente, o Departamento de Justiça dos EUA não se manifestou sobre a nova lei, o que levanta questões sobre a postura do governo em relação às big techs.

Antes da decisão da Suprema Corte, um juiz federal havia considerado a lei inconstitucional, argumentando que ela violava o direito à liberdade de expressão garantido pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA. No entanto, o Tribunal Federal de Recursos da 5ª Região, que é conhecido por sua orientação conservadora, anulou essa decisão, permitindo que a lei entrasse em vigor.

Os argumentos a favor e contra a lei

A NetChoice, uma organização que representa várias plataformas de redes sociais, como Facebook, Instagram e YouTube, argumenta que a lei é inconstitucional. Eles afirmam que a legislação impõe sérias restrições ao acesso de crianças, adolescentes e adultos ao discurso protegido, limitando o uso da internet para expressar suas opiniões e se informar.

Além disso, a NetChoice destaca que existem outras ferramentas disponíveis para os pais que desejam proteger seus filhos de conteúdos prejudiciais, como controles parentais. A organização acredita que a lei do Mississippi não é a solução adequada para o problema da segurança online.

Por outro lado, o estado do Mississippi defende que a lei impõe apenas “encargos modestos” aos usuários e empresas. A procuradora-geral do estado, Lynn Fitch, argumenta que a legislação é necessária para proteger crianças contra predadores sexuais e que o estado tem o poder de regular a segurança online.

Implicações para as big techs

A decisão da Suprema Corte e a nova lei do Mississippi têm implicações significativas para as big techs. Se a lei for mantida, as plataformas de redes sociais podem ser forçadas a implementar medidas rigorosas de verificação de idade e monitoramento de conteúdo. Isso pode resultar em um aumento nos custos operacionais e na necessidade de investimentos em tecnologia para garantir a conformidade com a legislação.

Além disso, a lei pode criar um precedente perigoso para outras jurisdições que buscam implementar regulamentações semelhantes. Se outras leis restritivas forem aprovadas, as big techs podem enfrentar um cenário em que a liberdade de expressão é constantemente desafiada por legislações que visam proteger grupos vulneráveis.

O papel da liberdade de expressão na era digital

A liberdade de expressão é um direito fundamental que deve ser protegido, mesmo em um mundo digital em constante evolução. As big techs desempenham um papel crucial na facilitação desse direito, permitindo que indivíduos compartilhem suas opiniões e se conectem com outras pessoas. No entanto, a responsabilidade de proteger os usuários, especialmente crianças e adolescentes, também é fundamental.

O desafio é encontrar um equilíbrio entre a proteção dos usuários e a preservação da liberdade de expressão. A nova lei do Mississippi levanta questões sobre até onde o governo pode ir na regulamentação das plataformas digitais e como isso pode afetar a capacidade das pessoas de se expressarem livremente.

O futuro da liberdade de expressão nas big techs

À medida que a tecnologia avança, as big techs enfrentarão cada vez mais pressões para regular o conteúdo em suas plataformas. A decisão da Suprema Corte sobre a lei do Mississippi pode ser apenas o começo de um movimento mais amplo para restringir a liberdade de expressão em nome da segurança online.

É essencial que as plataformas de redes sociais se envolvam em um diálogo aberto com os legisladores, usuários e especialistas em direitos civis para encontrar soluções que protejam tanto a liberdade de expressão quanto a segurança dos usuários. A transparência nas políticas de moderação de conteúdo e a implementação de ferramentas eficazes de controle parental são passos importantes nesse processo.

Conclusão

A nova lei do Mississippi e a decisão da Suprema Corte levantam questões cruciais sobre a liberdade de expressão e o papel das big techs na sociedade moderna. Enquanto a proteção de crianças e adolescentes é uma prioridade, é fundamental garantir que essa proteção não venha à custa de direitos fundamentais. O futuro da liberdade de expressão nas plataformas digitais dependerá da capacidade de encontrar um equilíbrio entre segurança e liberdade, um desafio que exigirá diálogo e colaboração entre todos os envolvidos.

Para mais informações sobre a decisão da Suprema Corte e suas implicações, você pode acessar a fonte original aqui.

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