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Cerco policial criminoso RN: Quase 24 horas para capturar líder

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Cerco policial criminoso RN: Quase 24 horas para capturar líder

Recentemente, o estado do Rio Grande do Norte foi palco de um intenso cerco policial que durou quase 24 horas. O alvo da operação era Marcelo Bastos, conhecido como “Pica-Pau”, o criminoso mais procurado da região e líder da facção “Novo Cangaço”. Este evento não apenas mobilizou mais de 100 policiais, mas também resultou em um confronto que deixou marcas profundas na comunidade de Extremoz. Neste artigo, vamos explorar os detalhes desse cerco, as circunstâncias que o cercaram e as implicações para a segurança pública no estado.

O início do cerco

O cerco teve início em 26 de julho, quando a polícia recebeu informações sobre um veículo roubado que estava associado a Marcelo Bastos. A operação foi planejada com cautela, pois os policiais já monitoravam o criminoso há algum tempo. No entanto, ao tentarem entrar na residência onde ele se encontrava, foram recebidos a tiros. Essa ação desencadeou um intenso tiroteio que durou horas.

O delegado Celso dos Santos Duarte, que estava à frente da operação, relatou que a equipe derrubou o portão da casa e se identificou como polícia. No entanto, a resposta foi imediata: disparos foram efetuados contra os agentes. O confronto foi tão intenso que, ao todo, cerca de 3 mil tiros foram disparados durante a operação.

O confronto e suas consequências

O cerco policial não foi apenas uma operação comum; foi um dos maiores confrontos armados já registrados no Rio Grande do Norte. Seis policiais ficaram feridos durante a troca de tiros, o que demonstra a gravidade da situação. A resistência de Marcelo Bastos foi feroz. Ele, sua namorada e um comparsa foram mortos no local, e a casa onde se encontravam ficou completamente destruída.

O uso de força letal por parte da polícia levantou questões sobre a abordagem utilizada. O delegado Pablo Dantas Beltrão afirmou que houve tentativas de negociação, incluindo a presença da irmã de Bastos para intermediar o diálogo. No entanto, o criminoso não demonstrou intenção de se render, o que levou a polícia a intensificar a operação.

O perfil de Marcelo Bastos

Marcelo Bastos, de 32 anos, era um criminoso notório, figurando na lista do Ministério da Justiça como um dos mais perigosos do estado. Ele respondia por uma série de crimes graves, incluindo roubos a bancos e veículos de luxo, além de ser acusado de pelo menos 14 homicídios em um único mês. Sua liderança na facção “Novo Cangaço” o tornava um alvo prioritário para as autoridades.

A facção “Novo Cangaço” é conhecida por sua atuação violenta e por realizar assaltos a bancos com grande planejamento e armamento. A captura de Bastos era vista como uma vitória significativa para a segurança pública no estado, embora o delegado Joacir Lucena da Rocha tenha destacado que a facção não foi completamente eliminada. A operação conseguiu desarticular o grupo naquele momento, mas o crime organizado é uma questão complexa que exige um esforço contínuo.

Implicações para a segurança pública

O cerco policial em Extremoz não é um caso isolado, mas sim um reflexo de um problema maior que o Rio Grande do Norte enfrenta: a violência e a atuação de facções criminosas. A operação, embora tenha resultado na morte de um dos criminosos mais procurados, também expôs a fragilidade da segurança pública na região. O uso de força letal e a necessidade de um cerco tão prolongado indicam que a situação é crítica.

Além disso, a resposta da polícia e a mobilização de mais de 100 agentes demonstram a seriedade com que as autoridades estão tratando a questão da criminalidade. No entanto, é essencial que haja um planejamento estratégico para lidar com o crime organizado de forma mais eficaz, evitando confrontos que coloquem em risco a vida de policiais e civis.

Reflexões sobre o cerco

Após o cerco, é importante refletir sobre as lições aprendidas. A operação em Extremoz mostrou que a polícia está disposta a enfrentar o crime organizado, mas também revelou a necessidade de uma abordagem mais integrada e menos violenta. A utilização de estratégias de negociação e mediação pode ser uma alternativa viável para evitar confrontos armados.

Além disso, a comunidade deve ser envolvida nas discussões sobre segurança pública. A participação da população é crucial para que as autoridades compreendam melhor as dinâmicas locais e possam implementar políticas que realmente atendam às necessidades da sociedade.

Conclusão

O cerco policial que resultou na morte de Marcelo Bastos, o “Pica-Pau”, é um capítulo importante na luta contra o crime organizado no Rio Grande do Norte. Embora a operação tenha sido bem-sucedida em capturar um dos criminosos mais procurados, ela também expôs a complexidade da situação de segurança na região. É fundamental que as autoridades continuem a trabalhar em estratégias que não apenas combatam o crime, mas que também promovam a paz e a segurança nas comunidades.

Para mais detalhes sobre o cerco e suas implicações, você pode acessar a fonte original aqui.

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