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CAP rejeita proposta da Política Agrícola Comum e defende agricultores

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CAP rejeita proposta da Política Agrícola Comum e defende agricultores

A Política Agrícola Comum (PAC) é um dos pilares da União Europeia, essencial para garantir a segurança alimentar e a sustentabilidade do setor agrícola. Recentemente, a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) manifestou sua oposição à proposta da Comissão Europeia para a PAC 2028-2034. Neste artigo, vamos explorar os detalhes dessa proposta, as razões da rejeição pela CAP e as implicações para os agricultores portugueses e europeus.

O que é a Política Agrícola Comum?

A Política Agrícola Comum foi criada em 1962 com o objetivo de apoiar os agricultores da União Europeia, garantindo a produção de alimentos de qualidade e a proteção do meio ambiente. A PAC é composta por dois pilares principais: os pagamentos diretos aos agricultores e o desenvolvimento rural. Esses pilares visam promover a competitividade, a sustentabilidade e a coesão social nas áreas rurais.

A proposta da Comissão Europeia para a PAC 2028-2034

A proposta apresentada pela Comissão Europeia para a PAC 2028-2034 prevê um corte direto de 22% em relação ao quadro financeiro anterior. Além disso, a proposta não inclui uma atualização em relação à inflação, o que eleva o corte efetivo para cerca de 35% a preços correntes. Essa situação gerou preocupação entre os agricultores, que veem a proposta como uma ameaça à sua subsistência e à soberania alimentar da Europa.

Reação da CAP à proposta

A CAP expressou sua firme oposição à proposta da Comissão Europeia, considerando-a uma “provocação aos agricultores portugueses e europeus”. A confederação argumenta que a proposta de nacionalização da PAC acentuará as desigualdades entre os Estados-membros mais ricos e mais pobres, colocando em risco o futuro do mundo rural. A CAP também destacou que a proposta não atende às necessidades dos agricultores e não garante um orçamento robusto para a PAC.

Campanha contra a proposta

Em resposta à proposta da Comissão Europeia, a CAP, em conjunto com a Copa-Cogeca, uma organização que representa os agricultores europeus, planeja lançar uma campanha junto ao Parlamento Europeu. O objetivo é mobilizar apoio para a rejeição da proposta e exigir uma nova proposta que respeite os princípios fundadores da PAC, garantindo justiça e um orçamento adequado para os agricultores.

Consequências da proposta para os agricultores

A proposta da Comissão Europeia pode ter consequências perigosas para os agricultores. A redução dos pagamentos diretos pode afetar a renda dos agricultores, dificultando sua capacidade de investir em suas propriedades e de competir no mercado. Além disso, a proposta pode levar a um aumento das disparidades entre os agricultores de diferentes países, prejudicando a coesão social nas áreas rurais.

A importância da PAC para a soberania alimentar

A PAC desempenha um papel crucial na garantia da soberania alimentar da Europa. Ao apoiar os agricultores, a PAC contribui para a produção de alimentos de qualidade e para a proteção do meio ambiente. A redução do orçamento da PAC pode comprometer a capacidade da Europa de se tornar autossuficiente em termos alimentares, aumentando a dependência de importações de alimentos de outros países.

O papel dos jovens agricultores

A Associação dos Jovens Agricultores de Portugal (AJAP) também criticou a proposta da PAC, alertando para as consequências que ela pode ter para a nova geração de agricultores. Os jovens agricultores são fundamentais para a inovação e a sustentabilidade do setor agrícola, e a proposta pode dificultar sua capacidade de se estabelecer e prosperar no mercado.

O futuro da PAC

O futuro da Política Agrícola Comum está em jogo, e a reação da CAP e de outras organizações de agricultores é um sinal claro de que a proposta da Comissão Europeia precisa ser revista. Os agricultores estão dispostos a lutar por uma PAC que respeite suas necessidades e garanta um futuro sustentável para o setor agrícola na Europa.

Conclusão

A rejeição da proposta da Comissão Europeia pela CAP destaca a importância da Política Agrícola Comum para os agricultores portugueses e europeus. A luta por uma PAC justa e robusta é essencial para garantir a soberania alimentar da Europa e a sustentabilidade do setor agrícola. É fundamental que as vozes dos agricultores sejam ouvidas e que suas necessidades sejam atendidas nas futuras propostas da PAC.

Para mais informações sobre a proposta da Política Agrícola Comum e a posição da CAP, você pode acessar a fonte original aqui.

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