Parcerias Fórmula 1 Disney McDonald’s Lego para atrair o público jovem
A Fórmula 1, um dos esportes mais emocionantes do mundo, está passando por uma transformação significativa. Essa mudança não se dá apenas nas pistas, mas também nas estratégias de marketing e engajamento com o público. O foco agora é atrair um público mais jovem e diversificado, utilizando parcerias com marcas icônicas como Disney, McDonald’s e Lego. Neste artigo, vamos explorar como essas colaborações estão moldando o futuro da Fórmula 1 e como elas podem impactar a percepção do esporte entre as novas gerações.
A nova estratégia da Fórmula 1
A Fórmula 1 não é apenas sobre velocidade e competição; é também sobre contar histórias e criar experiências memoráveis. A categoria está se reinventando para se tornar uma marca global de estilo de vida, além de um esporte de elite. Essa mudança é impulsionada por parcerias estratégicas com empresas que têm um forte apelo entre os jovens.
Um exemplo claro dessa nova abordagem é a colaboração com o McDonald’s. Recentemente, a rede de fast-food lançou um combo temático chamado “F1 – O Filme”, que inclui miniaturas de carros da Fórmula 1. Essas miniaturas, uma estilização com as cores do McDonald’s e outra inspirada no filme, esgotaram rapidamente nas lojas. Essa ação não apenas promoveu o filme, mas também ajudou a criar uma conexão emocional com o público jovem.
O papel do McDonald’s
O McDonald’s, como patrocinador oficial da Fórmula 1 na América Latina, está desempenhando um papel crucial na estratégia de engajamento da categoria. A ideia é criar uma sensação de pertencimento, mesmo para aqueles que não são fãs do automobilismo. Renê Salviano, CEO da Heatmap, destaca que a conexão com grandes marcas como o McDonald’s é fundamental para alcançar novos públicos e medir o retorno sobre o investimento.
Além disso, a parceria com o McDonald’s permite que a Fórmula 1 se aproxime de famílias e crianças, que podem não ter uma ligação direta com o esporte. Essa estratégia visa criar um ambiente onde todos se sintam incluídos, independentemente de seu conhecimento prévio sobre corridas.
A influência da Lego
A Lego também está se unindo à Fórmula 1 de maneira inovadora. Em maio, a marca participou do desfile que antecedeu o Grande Prêmio de Miami, apresentando carros funcionais montados com suas peças. Essa ação não apenas chamou a atenção, mas também promoveu uma conexão emocional entre o esporte e os jovens. Bruno Brum, CMO da Agência End to End, ressalta que o esporte é uma ponte direta para o diálogo com novas gerações e seus pais.
A Lego, com seu apelo universal, tem a capacidade de transformar a percepção do automobilismo. Ao associar seus produtos ao mundo da Fórmula 1, a marca não apenas atrai crianças, mas também os pais, criando um ciclo de engajamento familiar.
Parceria com a Disney
A parceria da Fórmula 1 com a Disney, que começará em 2026, promete ser um marco significativo. Essa colaboração incluirá experiências, produtos licenciados e ativações conjuntas com a imagem do icônico Mickey Mouse. A ideia é unir dois gigantes da cultura pop, criando experiências que ressoem com o público jovem.
Thiago Freitas, COO da Roc Nation Sports, destaca que o esporte oferece uma experiência única que outras formas de entretenimento não conseguem. A imprevisibilidade e a competição do automobilismo criam momentos emocionantes que atraem o público. A Disney, com sua vasta gama de personagens e histórias, pode ajudar a Fórmula 1 a se conectar ainda mais com as novas gerações.
O impacto da série Drive to Survive
Um dos fatores que impulsionaram a popularidade da Fórmula 1 entre os jovens foi a série “Drive to Survive”, lançada pela Netflix em 2019. A série oferece uma visão dos bastidores das equipes e pilotos, humanizando o esporte e tornando-o mais acessível. Essa abordagem gerou um aumento significativo na audiência entre os torcedores mais jovens.
Fábio Wolff, sócio-diretor da Wolff Sports, afirma que a série trouxe os bastidores para mais perto dos fãs, criando identificação e engajamento. Os números falam por si: a audiência da Fórmula 1 entre torcedores com até 35 anos cresceu 44% nos últimos cinco anos. A média de idade dos fãs caiu de 36 para 32 anos, e o número de crianças entre 8 e 12 anos que acompanham a categoria já ultrapassa 4 milhões.
O futuro da Fórmula 1
Com o alinhamento estratégico a marcas como Disney, Lego e McDonald’s, a Fórmula 1 está se posicionando para um futuro promissor. O objetivo não é apenas aumentar a audiência ou as vendas, mas se tornar uma marca cultural que ressoe com crianças e adultos. Para os novos fãs, a Fórmula 1 pode começar com um brinquedo, um lanche ou um desenho animado, mas o importante é que isso leve ao engajamento com o esporte.
Ivan Martinho, professor de marketing esportivo da ESPM, reforça que o sucesso da série “Drive to Survive” foi apenas o começo. A continuidade do trabalho nas redes sociais e a adaptação do conteúdo para cada plataforma são essenciais para conquistar e manter novas audiências.
Conclusão
A Fórmula 1 está em uma jornada emocionante para se reinventar e se conectar com um público mais jovem. As parcerias com marcas como Disney, McDonald’s e Lego são fundamentais para essa estratégia. Ao criar experiências que vão além das pistas, a Fórmula 1 está se posicionando como uma marca cultural que pode atrair e engajar novas gerações. O futuro parece brilhante para a categoria, e mal posso esperar para ver como essas colaborações se desenvolverão nos próximos anos.
Para mais informações sobre como a Fórmula 1 está se adaptando e crescendo, você pode conferir a fonte original aqui.
Analista de sistemas por profissão e escritor por paixão, tenho encontrado no mundo das letras um espaço para expressar minhas reflexões e compartilhar conhecimentos. Além da tecnologia, sou um ávido leitor, sempre em busca de novas histórias que ampliem minha visão de mundo e enriqueçam minha experiência pessoal. Meus hobbies incluem viajar e explorar diferentes culturas e paisagens, encontrando na natureza uma fonte inesgotável de inspiração e renovação. Através de minhas escritas, busco conectar ideias, pessoas e lugares, tecendo uma teia de entendimentos que transcende as fronteiras do convencional.

