5 decisões do SBT que sabotam sua briga pela vice-liderança
O SBT, uma das emissoras mais icônicas do Brasil, completa 44 anos em um momento desafiador. Desde que perdeu a vice-liderança para a Record em dezembro de 2020, a emissora tem buscado formas de recuperar sua posição. No entanto, algumas decisões estratégicas têm gerado dúvidas sobre a eficácia de suas ações. Neste artigo, vou explorar cinco decisões que, na minha opinião, têm sabotado a briga do SBT pela vice-liderança.
1. A falta de nomes de prestígio
Uma das primeiras decisões que considero problemáticas é a ausência de artistas de renome na programação do SBT. No auge da emissora, Silvio Santos sabia que a presença de grandes nomes era crucial para atrair anunciantes e audiência. Ele trouxe para o SBT artistas como Hebe Camargo e Jô Soares, que ajudaram a elevar o prestígio da emissora.
Hoje, os principais rostos do SBT são Celso Portiolli e Patricia Abravanel. Embora sejam talentosos, a emissora carece de um elenco mais diversificado e de peso, especialmente em seu jornalismo. A escolha de César Filho para apresentar o SBT Brasil, por exemplo, foi uma decisão que poderia ter sido melhor aproveitada em projetos de entretenimento.
2. O jornalismo sem grife
O jornalismo do SBT, que já foi referência nos anos 90, perdeu força ao longo dos anos. A falta de nomes de peso no noticiário faz com que a emissora não consiga vender inserções publicitárias a preços mais altos. O mercado publicitário percebe essa lacuna e, consequentemente, a emissora perde oportunidades valiosas.
Nos anos 90, o SBT contava com jornalistas renomados, como Boris Casoy e Mônica Waldvogel, que tornaram os telejornais da emissora referência. A falta de uma figura de destaque no jornalismo atual é um erro estratégico que precisa ser corrigido.
3. A abordagem do programa infantil
Outra decisão que considero equivocada é a forma como o SBT tem abordado seu conteúdo infantil. Embora seja louvável manter um programa voltado para crianças, o público infantil atual migrou para plataformas digitais. O relançamento do Bom Dia & Cia com um foco excessivamente segmentado para crianças em idade pré-escolar é um exemplo claro disso.
O programa deveria dialogar com toda a família, abandonando o formato com palhaços que não ressoam mais com a geração atual. Embora a estética visual do programa seja bonita, a falta de identificação com o público jovem é um erro que pode custar caro ao SBT.
4. A desconexão com o público regional
Para conquistar a vice-liderança, o SBT precisa entender a importância de fortalecer sua programação regional. No Rio de Janeiro, por exemplo, a emissora não tem feito um esforço claro para criar identificação com o público carioca. Essa desconexão se repete em várias partes do Brasil.
O SBT deveria investir em transmissões de festas regionais e desenvolver estratégias específicas para cada localidade. A Record, por exemplo, tem avançado nesse aspecto, criando uma identidade própria em cada região onde atua. O SBT precisa seguir esse exemplo para se consolidar como uma rede nacional.
5. A falta de alinhamento entre o comercial e o artístico
Desde que Daniela Beyruti assumiu o comando do SBT, a troca de diretores comerciais tem sido frequente. A dúvida que fica é se o problema está na equipe de vendas ou no produto que está sendo oferecido. Para que o SBT consiga se destacar, é fundamental alinhar as demandas do setor artístico com o comercial.
A criação do +SBT, que prometia ser o futuro da emissora, precisa ser repensada. A estratégia de distribuição de conteúdo para plataformas como Netflix ou Disney+ poderia ser uma solução viável. Isso permitiria que o SBT mantivesse seu foco em produções próprias, enquanto amplia sua presença em outras plataformas.
Conclusão
O SBT enfrenta um momento desafiador em sua busca pela vice-liderança. As decisões tomadas nos últimos anos, como a falta de nomes de prestígio, a abordagem do jornalismo, a segmentação do conteúdo infantil, a desconexão com o público regional e a falta de alinhamento entre o comercial e o artístico, têm comprometido sua trajetória. Para recuperar sua posição, a emissora precisa repensar suas estratégias e se conectar de forma mais eficaz com seu público.
Se você quiser saber mais sobre as decisões do SBT e como elas impactam sua audiência, recomendo a leitura do artigo original aqui.
Analista de sistemas por profissão e escritor por paixão, tenho encontrado no mundo das letras um espaço para expressar minhas reflexões e compartilhar conhecimentos. Além da tecnologia, sou um ávido leitor, sempre em busca de novas histórias que ampliem minha visão de mundo e enriqueçam minha experiência pessoal. Meus hobbies incluem viajar e explorar diferentes culturas e paisagens, encontrando na natureza uma fonte inesgotável de inspiração e renovação. Através de minhas escritas, busco conectar ideias, pessoas e lugares, tecendo uma teia de entendimentos que transcende as fronteiras do convencional.

